sábado, 18 de março de 2023

10 fugas simplesmente fantásticas para atravessar o Muro de Berlim

10 fugas simplesmente fantásticas para atravessar o Muro de Berlim

 08/11/2014 21:29 BRST | Atualizado 26/01/2017 21:45 BRST

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·         Charlotte AlfredAssociate World Editor, The Huffington Post


Por 28 anos, a Alemanha Oriental, controlada por comunistas, foi cortada do enclave capitalista de Berlim Ocidental por uma barreira de concreto, arame farpado e guardas fortemente armados.

As primeiras barricadas, do que se tornaria o Muro de Berlim, surgiram em agosto de 1961, após o número de alemães orientais, que deixavam a RDA (República Democrática da Alemanha) via Berlim Ocidental, atingir níveis recordes. Nas três décadas seguintes, a barreira dividiria famílias e bairros que, certa vez, compartilharam a mesma cidade.

No dia 09 de novembro de 1989, o muro caiu quase tão rapidamente como quando apareceu pela primeira vez. Quando um oficial da Alemanha Oriental anunciou prematuramente a abertura da fronteira, milhares de alemães orientais, exaltados com a notícia, dirigiram-se para o muro e começaram a destrui-lo, pedaço por pedaço. O acadêmico britânico Timothy Garton Ash descreveu a cena como "a maior festa de rua já conhecida na história do mundo."

O Muro foi uma barreira letal nas três décadas em que se manteve em pé. Os guardas da fronteira estavam sob ordens estritas: "Não hesite em usar sua arma, mesmo quando as violações contra a fronteira acontecerem com mulheres e crianças", descrevia um arquivo do serviço secreto da Alemanha Oriental de 1973. Estima-se que pelo menos 138 pessoas morreram ao tentar cruzar a fronteira.

Enquanto alguns conseguiram cruzar o muro de forma segura, não está claro qual foi o número exato de pessoas que conseguiram cruzar para a parte ocidental. Algumas estimativas afirmam que 5.000 alemães orientais chegaram a Berlim Ocidental através do muro. Homens, mulheres e crianças esgueiravam-se pelas barreiras policiais, escondendo-se em veículos e em túneis, sob o concreto.

Para comemorar o 25º aniversário da queda do Muro de Berlim, desenterramos as dez tentativas mais ousadas e corajosas realizadas por pessoas que queriam escapar da Alemanha Oriental.

1. O TREM DESVIADO

A polícia da Alemanha Oriental usou picaretas e pás para destruir trilhos usados por Harry Deterling ao guiar um trem para Berlim Ocidental em 5 de dezembro de 1961 (AP Foto/Comprada)

Quatro meses após o Muro ter sido erguido, um jovem engenheiro ferroviário de Berlim Oriental avistou uma lacuna na barreira. Harry Deterling descobriu um trilho de trem abandonado que ainda corria de um subúrbio de Berlim Oriental para Berlim Ocidental. Deterling prontamente se inscreveu para conduzir o trem na rota mais próxima e planejou "o último trem para a liberdade. "No dia 05 de dezembro de 1961, Deterling levou sua família e amigos a bordo, drenou o ar do freio de emergência do trem, e acelerou a todo vapor em direção a Berlim Ocidental, fazendo com que algum guardas da fronteira voassem pelos areas. Uma vez do outro lado, um dos passageiros ligou para a polícia de Berlim Ocidental para informá-los: "Acabamos de escapar com um trem." A Alemanha Oriental bloqueou a linha férrea no dia seguinte.

2. O ROUBO DE UM TANQUE


Veículo blindado de Engel depois que colidiu com o muro de Berlim, em 19 de abril de 1963(Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images)

O soldado da Alemanha Oriental, Wolfgang Engels, pode ter ajudado a construir o Muro de Berlim em 1961, mas dois anos depois ele também planejou sua fuga. E não foi um plano muito bem feito, descreve o The Local. Em 16 de abril de 1963, Engels roubou um tanque da Alemanha Oriental e esmagou-o contra a barreira de concreto, chorando: "Eu vou sair daqui para o Ocidente, alguém quer vir junto?". O veículo não conseguiu romper o muro. Engels saiu do carro e tentou escalar a barreira, mas ficou preso no arame farpado e foi baleado duas vezes pelos guardas de fronteira da Alemanha Oriental. Eventualmente alemães ocidentais que haviam ido beber em um bar nas proximidades, foram socorrê-lo e o ajudaram a descer do arame farpado. Engels mais tarde descreveu ao The Christian Science Monitor como ele recuperou a consciência no balcão do bar. "Quando eu virei minha cabeça e vi todas as marcas ocidentais de bebidas alcoólicas na prateleira, eu sabia que tinha conseguido", ele disse.

3. EM UM CONVERSÍVEL


Foi assim que Heinz Meixner dirigiu seu carro Sprite sem o para-brisas, de modo que seria baixo o suficiente para passar pelos postos fronteiriços em Berlim, na Alemanha, por volta de 1961 (Express/Archive Photos/Getty Images) (Express/Archive Photos/Getty Images)

Foi o amor que levou Heinz Meixner a se arriscar no ousado esquema. Enquanto trabalhava em Berlim Oriental, o austríaco se apaixonou por Margarete Thurau, mas as autoridades negaram-lhe a autorização para se casar com ela na Aústria. Meixner decidiu, mesmo assim, levar a sua amada e sua futura sogra embora. Ele alugou um carro conversível, removeu o para-brisa e tirou um pouco de ar dos pneus para fazer com que o veículo ficasse ainda mais próximo do chão. Em 5 de maio de 1963, com Thurau e sua mãe escondidas na parte de trás, Meixner dirigiu até posto fronteiriço, apelidado de Checkpoint Charlie. Quando Meixner chegou ao posto de inspeção, ele se abaixou e pisou no acelerador passando por baixo da barreira e chegando a Berlim Ocidental.

4. NADANDO


Hartmut Richter com os restos do Muro de Berlim, em 8 de outubro de 2014. (ODD ANDERSEN/AFP/Getty Images)

Em 1966, Hartmut Richter, então com 18 anos, nadou por quatro horas por todo o Canal Teltow, enganando os guardas de fronteira da Alemanha Oriental e assim chegou a Berlim Ocidental. "Um cisne me atacou, cães latiam e eu tive que esperar várias vezes e mergulhar até que a costa estivesse livre", disse Richter depois do ocorrido à Agência France Presse. "Eu tive hipotermia e estava exausto quando finalmente consegui chegar e desmaiei quando pisei em terra firme." Alguns anos mais tarde Richter voltou para a Alemanha Oriental e começou a contrabandear amigos no porta-malas de seu carro - mais de 30 pessoas escaparam com a ajuda dele. Em 1976, ele foi preso e condenado a 15 anos de prisão. A Alemanha Ocidental garantiu sua libertação depois de quatro anos na cadeia.

5. EM UM COLCHÃO DE AR


Os barcos alemães (à direita) patrulham enquanto os barcos da fronteira da Alemanha Ocidental (à esquerda) se posicionam na margem leste do rio Elba. (AP Photo/S)

Ingo Bethke se familiarizou com as margens do Rio Elba, ao norte de Berlim, enquanto servia como guarda na fronteira da Alemanha Oriental. Quando ele decidiu fugir de Berlim Oriental, em 1975, Bethke retornou para o rio com um amigo e um colchão de ar. Primeiro, eles tiveram que passar por uma cerca de metal, arames e um campo minado. Mas a dupla conseguiu chegar ao rio, onde, silenciosamente, os dois remaram no colchão de ar rumo à Alemanha Ocidental.

6. POR UMA CORDA SUSPENSA

A família de Ingo Bethke ficou sob escrutínio das autoridades da Alemanha Oriental depois de sua deserção. Seu irmão, Holger, decidiu segui-lo e planejou uma fuga igualmente ousada. Holger treinou arco e flecha e encontrou um prédio alto, com vista para Berlim Ocidental. Em maio de 1983, ele entrou no sótão e disparou um cabo de arame sobre o muro, usando um arco e flecha. Ingo estava esperando do outro lado e pendeu o cabo em seu carro. Com uma roldana de metal, Holger montou uma tirolesa por cima do muro e foi se juntar ao seu irmão em Berlim Ocidental.

7. EM AVIÕES SOVIÉTICOS FALSIFICADOS



Graffiti no lado de Berlim Ocidental do Muro de Berlim em 29 de abril de 1984. (JOEL ROBINE/AFP/Getty Images)

Dois irmãos elaboraram um plano extremamente audacioso, a fim de libertar o seu terceiro irmão, Egbert. Eles aprenderam a voar e pintaram dois aviões ultraleves com estrelas vermelhas no estilo soviético. Em Maio de 1989, eles estavam prontos. Eles se vestiram com uniformes militares e voaram por cima do Muro de Berlim Oriental, pegando Egbert, que os esperava, e infiltrando-o de volta ao Ocidente. Os irmãos estiveram separados por mais de uma década. "Eu pensei que nunca iria ver meus irmãos novamente, mas eles vieram do céu como anjos e me levaram para o paraíso", lembrou Egbert mais tarde.

8. EM UM BALÃO DE AR QUENTE


Os berlinenses ocidentais observam os alemães orientais descarregarem placas de concreto pré-fabricadas para reforçar o Muro de Berlim no Wilhelm Strasse, em Berlim, Alemanha, em 12 de setembro de 1961. (AP Photo/Eddie Worth, File)

Mecânico de aviões, Hans Peter Strelczyk teve inspiração para a sua fuga em um programa de TV da Alemanha Oriental, sobre a história do balonismo. Junto com seu amigo Gunter Wetzel, ele construiu um balão de ar quente para atravessar ambas as famílias para o ocidente. Os amigos construíram um motor com cilindros de gás propano e suas esposas costuraram lençóis para o balão. Depois de uma primeira tentativa frustrada, as duas famílias finalmente planaram e atravessaram o Muro em 16 de setembro de 1979, aterrissando 30 minutos mais tarde em um arbusto de amora em solo alemão ocidental.

9. EM UMA CORDA BAMBA


Na praça Potsdam, um soldado da Alemanha Oriental corta um arame farpado em cima do muro que dividia Berlim, Alemanha, em 12 de agosto de 1966. (AP Photo/Herrmann)(AP Photo/Herrmann)

O trapezista Horst Klein foi proibido de se apresentar na Alemanha Oriental por causa de suas crenças anticomunistas. Ele então usou suas habilidades equilibristas para fugir para Berlim Ocidental. "Eu não podia mais viver sem o cheiro do circo nas minhas narinas", disse Klein aos jornais na época. Em dezembro de 1962, Klein escalou um poste de energia elétrica, perto do Muro de Berlim e, pendurado bem acima das patrulhas, foi avançando através de um cabo elétrico em desuso. Suas mãos dormentes de frio fizeram com que ele caísse da corda e quebrasse os dois braços, mas ele caiu dentro de Berlim Ocidental.

10. FUGA EM MASSA PELO TÚNEL


Um modelo de túnel de fuga do ocidente para o oriente de Berlim no museu Underworlds, em Berlim, Alemanha, 11 de setembro de 2009. (AP Photo/Maya Hitij)

Várias centenas de alemães orientais fugiram por uma rede de túneis secretos por baixo do Muro de Berlim. Em 1962, cerca de uma dúzia de idosos alemães do ocidente cavaram seu caminho para Berlim através do que mais tarde foi chamado de "Túnel dos Idosos". Durante duas noites, em 1964, 57 pessoas escaparam por um outro túnel, que ficou conhecido como o "Túnel 57". Foi a maior fuga em massa na história do Muro de Berlim.

sexta-feira, 17 de março de 2023

Sugestão de respostas - Exercício de fixação

 Exercício de fixação

1 – O que vem a ser relevo?

O relevo é o termo que designa o conjunto de formas presentes na superfície terrestre. Tais formas, como montanhas, planaltos e planícies, surgiram há milhares de anos, e continuam em constante transformação mediante a ação de diversos agentes internos e externos. O conceito de relevo reúne assim todas as formas presentes na litosfera, a camada mais externa da esfera terrestre.

2 – Quais são as formas de relevo e suas características?

Planaltos: formações caracterizadas pela forma plana no topo e íngreme nas laterais. Eles são transformados prioritariamente pelos agentes externos do relevo que esculpem as suas feições. Tal ação resulta em formas como as chapadas e as mesas. Os planaltos apresentam uma elevada altitude.

Planícies: formas de relevo de altitude diminuta, predominantemente atreladas às margens de corpos de água diversos. Nas planícies predomina o processo de deposição. O acúmulo de sedimentos, carreados por agentes como água, produz feições como as planícies.

Montanhas: formas de relevo que apresentam a maior altitude. Sua formação é advinda dos agentes internos do relevo, como tectonismo e vulcanismo, que atuam em conjunto com os agentes externos do relevo, como a erosão. As regiões montanhosas são caracterizadas pelas formações íngremes, de grande amplitude e declividade.

Depressões: forma de relevo marcada pelo rebaixamento, quando comparada a áreas circundantes. Portanto, são zonas onde predominam os agentes externos do relevo, especialmente a erosão.

3 – Qual é a função da hidrografia?

A hidrografia é uma área do conhecimento geográfico que se dedica ao estudo da água presente no planeta Terra. Sendo parte da Geografia física, a hidrografia é responsável pelo mapeamento e caracterização dos diferentes corpos hídricos de superfície e de subsuperfície, que são: rios; lagos; mares; geleiras; oceanos; aquíferos.

4 – Como se dá a atuação de uma bacia hidrográfica?

Também chamada de bacia de drenagem, é uma área drenada por um rio principal, que dá nome à bacia, e os seus afluentes e subafluentes. Essa área é delimitada pelo divisor de águas, porções mais elevadas do relevo que as separam de outras unidades de drenagem. Toda a água que entra nesse sistema por meio das chuvas, principalmente, é drenada em direção a um mesmo canal, que consiste no rio principal, cujo leito se encontra na porção mais rebaixada da bacia.

5 – Identifique e localize as zonas térmicas da Terra.

Zona Tropical ou Intertropical: entre os trópicos.

Zona Temperada: entre os trópicos e os círculos polares.

Zona Polar: entre os círculos polares e os polos.

6 – Que elementos e fatores determinam as condições climáticas do planeta?

Os principais elementos climáticos são: radiação, temperatura, pressão e umidade e os principais fatores são: latitude, altitude, maritimidade e continentalidade, massas de ar, vegetação, correntes marítimas e até o relevo.

Entre os fatores que estabelecem a existência das zonas térmicas podemos destacar a forma do planeta, a inclinação do eixo da Terra e o movimento de translação ao redor do Sol.

7 – Caracterize a vegetação e os fatores que a definem.

É caracterizada como o conjunto de plantas de uma determinada região. Em razão da diversidade climática da Terra, com destaque para a variação da temperatura e umidade, existem coberturas vegetais distintas.

8 – Relacione os principais tipos de vegetação que existem.

Tundra: é vegetação predominante no extremo norte do Hemisfério Setentrional e é composta basicamente por capim e junco, musgos e líquens. Apresenta-se nas baixíssimas temperaturas.

Floresta de coníferas: comum das regiões de temperaturas baixas, cujo clima é continental frio ou polar. A maioria das árvores tem folhas em forma de agulha, sendo uma forma de não acumular neve, como, por exemplo, o pinheiro.
Floresta temperada: vegetação típica de regiões de clima temperado, apresentando as quatro estações do ano bem definidas: primavera, verão, outono e inverno. As principais espécies vegetais são carvalhos, faias e bordos.
Floresta tropical: compreende as regiões próximas à linha do Equador. A temperatura média, a umidade e a quantidade de chuvas são bastante elevadas. A fauna e a flora são diversificadas, como o que ocorre na floresta Amazônica, que é a maior floresta tropical do mundo.
Savana: também conhecida como cerrado, esse tipo de vegetação é comum na porção central da América do Sul, norte da América Central, além de áreas da Austrália e do continente africano. As árvores são de pequeno porte e têm o caule torto.

Deserto: é a vegetação típica de regiões semiáridas, áridas e hiperáridas. A quantidade de chuva é baixíssima, fato que impossibilita o desenvolvimento de vida animal e de vegetação na maior parte dos desertos.
Estepe: o clima predominante é o temperado continental, comum na região central da América do Norte, centro-sul da América do Sul, Ásia Central, leste da Austrália e sul da África. A cobertura vegetal é composta por gramíneas e arbustos de pequeno porte.

Vegetação de montanha: como o próprio nome diz, essa vegetação é comum em pontos elevados, tais como os Andes, Himalaia, entre outras regiões montanhosas. A vegetação é pouco diversificada, visto que o clima não é propício para o seu desenvolvimento.
Vegetação mediterrânea: a vegetação é composta por árvores de pequeno porte, como, por exemplo, oliveiras e sobreiros.

sexta-feira, 3 de março de 2023

Exercício de fixação 03/03/23

1 - O que vem a ser relevo?

2 - Quais são as formas de relevo e suas características?

3 - Qual é a função da hidrografia?

4 - Como se dá a atuação de uma bacia hidrográfica?

5 - Identifique e localize as zonas térmicas da Terra.

6 - Que elementos e fatores determinam as condições climáticas do nosso planeta?

7 - Caracterize a vegetação e os fatores que a definem.

8 - Relacione os principais tipos de vegetação existentes.

quinta-feira, 2 de março de 2023

Regiões climáticas da Terra

 Zonas térmicas da Terra


As zonas térmicas ou zonas climáticas da Terra são regiões do planeta, com diferentes incidências de radiação e iluminação solar. Elas são delimitadas pelos paralelos Círculo Polar Ártico, Trópico de Câncer, Trópico de Capricórnio e Círculo Polar Antártico.

Através dessas zonas de iluminação e aquecimento é possível entender os climas da Terra e até mesmo como se deu a ocupação humana no planeta. A distribuição desigual de luz solar na superfície terrestre afeta a temperatura das regiões e a formação das paisagens.

As zonas térmicas da Terra são:

Zona Tropical ou Intertropical: entre os trópicos. Trata-se da região mais exposta ao Sol, sendo assim recebe muita iluminação e aquecimento já que os raios solares chegam de forma perpendicular. Consequentemente, a duração do dia e da noite não apresentam grandes diferenças.

Zona Temperada: entre os trópicos e os círculos polares. Os raios solares atingem a região de forma inclinada fazendo com que apresente temperaturas amenas. É possível perceber que as estações do ano bem definidas, os dias são mais longos no verão e mais curtos no inverno.

Zona Polar: entre os círculos polares e os polos. Os dias exibem diferentes durações ao longo do ano por receber raios solares de maneira bastante inclinada. O inverno marca uma estação que em algumas regiões ficam até meses sem receber luz do Sol, diferente do verão no polo oposto quando os dias são prolongados.

Existem ao menos 11 climas no mundo, cuja existência é condicionada pela distribuição desigual de calor e de umidade pelo planeta Terra.

Os principais climas do mundo são clima equatorial, clima tropical, clima tropical de monção, clima semiárido, clima desértico ou árido, clima subtropical, clima mediterrâneo, clima temperado, clima subpolar ou subártico, clima frio de montanha e clima polar.

Os climas mais frios do mundo são aqueles de alta latitude, como os climas subpolar e polar.

Os climas mais quentes do mundo acontecem em áreas de baixa latitude, como o clima desértico (ou árido).

Os principais elementos climáticos são: radiação, temperatura, pressão e umidade e os principais fatores são: latitude, altitude, maritimidade e continentalidade, massas de ar, vegetação, correntes marítimas e até o relevo.

Entre os fatores que estabelecem a existência das zonas térmicas podemos destacar a forma do planeta, a inclinação do eixo da Terra e o movimento de translação ao redor do Sol.


As formações vegetais

A luminosidade solar, a temperatura, os ventos, as chuvas e a umidade definem a vida vegetal de uma determinada região. Pode-se dizer que a vegetação é o espelho do clima. 

Vegetação é caracterizada como o conjunto de plantas de uma determinada região. Em razão da diversidade climática da Terra, com destaque para a variação da temperatura e umidade, existem coberturas vegetais distintas.

A seguir os principais tipos de vegetação: 

Tundra: é vegetação predominante no extremo norte do Hemisfério Setentrional e é composta basicamente por capim e junco, musgos e líquens. Apresenta-se nas baixíssimas temperaturas.

Floresta de coníferas: comum das regiões de temperaturas baixas, cujo clima é continental frio ou polar. A maioria das árvores tem folhas em forma de agulha, sendo uma forma de não acumular neve, como, por exemplo, o pinheiro.

Floresta temperada: vegetação típica de regiões de clima temperado, apresentando as quatro estações do ano bem definidas: primavera, verão, outono e inverno. As principais espécies vegetais são carvalhos, faias e bordos.

Floresta tropical: compreende as regiões próximas à linha do Equador. A temperatura média, a umidade e a quantidade de chuvas são bastante elevadas. A fauna e a flora são diversificadas, como o que ocorre na floresta Amazônica, que é a maior floresta tropical do mundo.

Savana: também conhecida como cerrado, esse tipo de vegetação é comum na porção central da América do Sul, norte da América Central, além de áreas da Austrália e do continente africano. As árvores são de pequeno porte e têm o caule torto.

Deserto: é a vegetação típica de regiões semiáridas, áridas e hiperáridas. A quantidade de chuva é baixíssima, fato que impossibilita o desenvolvimento de vida animal e de vegetação na maior parte dos desertos.

Estepe: o clima predominante é o temperado continental, comum na região central da América do Norte, centro-sul da América do Sul, Ásia Central, leste da Austrália e sul da África. A cobertura vegetal é composta por gramíneas e arbustos de pequeno porte.

Vegetação de montanha: como o próprio nome diz, essa vegetação é comum em pontos elevados, tais como os Andes, Himalaia, entre outras regiões montanhosas. A vegetação é pouco diversificada, visto que o clima não é propício para o seu desenvolvimento.

Vegetação mediterrânea: a vegetação é composta por árvores de pequeno porte, como, por exemplo, oliveiras e sobreiros.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Aspectos físicos naturais da Geografia - Relevo e Hidrografia

 Aspectos físicos naturais da Geografia

Relevo – O relevo é o termo que designa o conjunto de formas presentes na superfície terrestre. Tais formas, como montanhas, planaltos e planícies, surgiram há milhares de anos, e continuam em constante transformação mediante a ação de diversos agentes internos e externos. O conceito de relevo reúne assim todas as formas presentes na litosfera, a camada mais externa da esfera terrestre. A área da Geografia que estuda as formas de relevo do planeta e a sua dinâmica é chamada de geomorfologia.

Quais são as formas de relevo?

As formas de relevo podem ser divididas em quatro grandes grupos, em razão das suas características físicas, além dos diversos agentes que atuam na sua transformação. São eles:

Planaltos: formações caracterizadas pela forma plana no topo e íngreme nas laterais. Eles são transformados prioritariamente pelos agentes externos do relevo que esculpem as suas feições. Tal ação resulta em formas como as chapadas e as mesas. Os planaltos apresentam uma elevada altitude. O Brasil, por exemplo, é um país caracterizado pela grande presença de planaltos.

Planícies: formas de relevo de altitude diminuta, predominantemente atreladas às margens de corpos de água diversos. Nas planícies predomina o processo de deposição. O acúmulo de sedimentos, carreados por agentes como água, produz feições como as planícies. Assim, é uma forma em que predominam os agentes externos do relevo terrestre.

Montanhas: formas de relevo que apresentam a maior altitude. Sua formação é advinda dos agentes internos do relevo, como tectonismo e vulcanismo, que atuam em conjunto com os agentes externos do relevo, como a erosão. Porém as ações dos agentes externos não são tão proeminentes nas montanhas. As regiões montanhosas são caracterizadas pelas formações íngremes, de grande amplitude e declividade. O conjunto de montanhas é denominado cordilheira.

Depressões: forma de relevo marcada pelo rebaixamento, quando comparada a áreas circundantes. Portanto, são zonas onde predominam os agentes externos do relevo, especialmente a erosão. A ação da erosão produz uma superfície muito acidentada e desfavorável ao estabelecimento de atividades produtivas. As depressões possuem zonas de baixa altitude, marcadas pelas maiores altitudes do seu entorno.

 

Hidrografia – A hidrografia é uma área do conhecimento geográfico que se dedica ao estudo da água presente no planeta Terra. Sendo parte da Geografia física, a hidrografia é responsável pelo mapeamento e caracterização dos diferentes corpos hídricos de superfície e de subsuperfície, que são: rios; lagos; mares; geleiras; oceanos; aquíferos.

Outro objeto de estudo da hidrografia são as bacias hidrográficas.

A bacia hidrográfica, também chamada de bacia de drenagem, é uma área drenada por um rio principal, que dá nome à bacia, e os seus afluentes e subafluentes. Essa área é delimitada pelo divisor de águas, porções mais elevadas do relevo que as separam de outras unidades de drenagem. Toda a água que entra nesse sistema por meio das chuvas, principalmente, é drenada em direção a um mesmo canal, que consiste no rio principal, cujo leito se encontra na porção mais rebaixada da bacia.

As maiores bacias hidrográficas do mundo são:

Bacia Amazônica: localizada na América do Sul, tem área de aproximadamente 7 milhões de km². Estende-se por seis países e um território ultramarino europeu, a Guiana Francesa, estando a sua maior área inserida no Brasil. O rio principal da bacia Amazônia é o Rio Amazonas, considerado o mais longo e caudaloso do mundo, com 6992 km de extensão."

Bacia do Nilo: também localizada no continente africano, possui 3400 km² e se estende pelas regiões da África Setentrional e África Oriental. O rio Nilo é o segundo maior do mundo e o mais longo do continente africano.

Bacia do Congo: apresenta área aproximada de 4 milhões de km², estendendo-se pela região da África Central.

Bacia do Mississippi: localizada na América do Norte, é a maior bacia hidrográfica dos Estados Unidos. Sua área é de aproximadamente 3000 km².

Bacia Platina: localizada na porção sul da América do Sul, tem área aproximada de 3000 km² e abrange os territórios brasileiro, argentino, boliviano, uruguaio e paraguaio. Seu rio principal é o rio Paraná, com 4500 km de extensão. Outros importantes rios sul-americanos compõem essa bacia, como é o caso do rio Paraguai e do rio Uruguai.

A importância da Geografia

 

Você gosta de Geografia? Vamos nos conscientizar de sua importância? Por quê?

Porque você vive com ela desde o dia que você nasceu. Ela o acompanha até hoje, talvez sem você perceber e sem dar este nome.

Veja: você vive em um lugar. Você se relaciona com as pessoas que o cercam. Você ocupa um lugar nesse espaço que você vive.

A cada instante você aprende GEOGRAFIA e vive intensamente a GEOGRAFIA. Como? Através das observações pessoais e das conversas com as outras pessoas. Por meio da televisão, do rádio, dos jornais, das revistas, da internet, entre outras formas de estudo.

Para estudar GEOGRAFIA é necessário:

·         Ter interesse para a leitura de textos informativos de jornais, livros ou revistas;

·         Destacar a informação básica, ou seja, a ideia central contida no texto;

·         Conhecer o significado das palavras a partir das definições do próprio texto e/ou com recurso do dicionário;

·         Selecionar os dados do texto que interessam aos objetivos propostos;

·         Observar, analisar e comparar gráficos, mapas, desenhos e fotografias;

·         Trocar ideias com os colegas e professores;

·         Concluir sobre a questão em estudo;

·         Desenvolver o senso crítico e criativo.

Por que é importante estudar Geografia?

É importante porque é através dela que conhecemos o espaço geográfico que fazemos parte e entendemos as transformações que são provocadas pela natureza e pelo homem.

A palavra Geografia vem do grego geographía que significa “descrição da terra”, por isso é tão importante para nós, porque é através do conhecimento dela que podemos desenvolver nossas atividades no ambiente de forma consciente.

O que a Geografia estuda?

O objeto de estudo da Geografia é o planeta Terra, os fenômenos naturais que acontecem e a ação do homem em relação a natureza, como ele a usa, como modifica, como a própria natureza modifica também o homem e as formas de viver.

Dentro da Geografia existem várias áreas que são divididas de acordo com o tipo de estudo específico. Exemplos delas e o que cada uma estuda são:

·        Climatologia: climas, temperatura e fenômenos climáticos (seca, furacões, tempestades);

·         Geografia Física: relevo, rios, vegetação;

·         Geografia Política: relações políticas, conflitos entre nações;

·         Geografia Urbana: desenvolvimento das cidades, planejamento urbano;

·      Geografia Humana: população como o crescimento do número de pessoas, alfabetização, migração, etc.;

·         Cartografia: elaboração e interpretação de mapas;

·         Geomorfologia: formas da superfície terrestre;

·        Geografia Ambiental: estuda as consequências das atitudes humanas no meio ambiente;

·         Hidrografia: estudo dos mares, rios, lagos, oceanos.

·         Geografia Social: problemas sociais como a violência, desemprego, falta de habitação;

·         Geografia Turística: desenvolvimento do turismo mundial e regional.

Para estudar Geografia é muito importante a utilização de recursos visuais, que sejam mais dinâmicos, como os mapas, escalas e legendas. O uso da tecnologia também é indispensável juntamente com os estudos especializados.

A geografia não está ligada somente aos nomes dos países, suas capitais, dados populacionais, moeda, religião, etc., mas sim a tudo o que acontece no mundo, por isso ela não pode ser estudada sem o auxílio de outras áreas do conhecimento, ela depende das mais diversas áreas do saber desde a Química, Biologia, Física até a Filosofia.

E já que você entendeu o recado, bora aprender.

E seja bem-vindo à GEOGRAFIA.